sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Guerra da Bola de Berlim




A praia tornou-se um centro comercial!

Vendem-se saris e roupas de "design" com influência oriental ou magrebina. Óculos italianos e relógios de marca suiços, todos made in China ou em Taiwan. Estatuetas africanas do Senegal. Colares feitos no Ribatejo concorrem com outros mais simples, mas mais viajados com origens no Brasil. Daí também vieram os bikinis, tanguinhas e tal, em que o vendedor solícito, na falta de espelho disponível oferece o reflexo dos seus óculos para que as clientes possam observar o efeito da prova ( grande artista..).

Até as crianças estimuladas pela competição, montam barraquinhas diárias, em que conchas, pulseiras e colares se encontram à venda. Futuros empresários da praia...

E depois há as tradicionais bolas de Berlim; as da Felismina ainda são as melhores. Mas a firma Veia & Calado revolucionou o negócio. Em vez de um velho e seco algarvio, foram buscar um robusto reforço estrangeiro. Já não se ouve só o "bóóólinha" espalhado pela praia; o ucraniano tentou no primeiro ano, mas o "bulina" curto e seco que emitia era gozado pela canalha. Agora usa uma buzina de bicicleta para se fazer ouvir e diversificou o negócio. Além de bolas com e sem creme, pastéis de amêndoa e feijão, há agora a bolacha americana. Os guardanapos fazem publicidade a uma marca de telecomunicações e até chegou a distribuir baralhos de cartas como brinde. E se a encomenda for avultada faz simpáticas ofertas de bolas extra.
Como é competitivo o mercado da bola...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Teatro em Aviz





Aviz parece parada no tempo. Os contrastes entre os símbolos da Igreja e os do PC lembram os livros de Giovanni Guareschi. Neles brilha D. Camilo, padre com excelente domínio de vernáculo italiano e um gancho capaz de fazer os mais cépticos ver a luz do divino Espírito Santo. O seu rival é D. Peponne, o Presidente da Câmara, comunista de quatro costados e convicto anticlerical, mas também defensor dos valores tradicionais da família.

No início de Agosto, Aviz assistiu à estreia de uma nova companhia de teatro itinerante. Numa arrojada adaptação, Leonor Araújo mostrou uma versão moderna e atractiva dos “Três Porquinhos”, o que a torna a argumentista revelação do Verão. O público esgotou os lugares na sombra - que o calor Alentejano aperta – e não arredou pé, mesmo com o atraso inicial provocado pela ansiedade da actriz principal (a Joana, um lobo mau como há muito não se via nos palcos, perdão nos campos portugueses).

Ficamos pois à espera de nova actuação desta promissora companhia … Quando e onde será ??

domingo, 23 de agosto de 2009

Sagres - Espelho


sábado, 22 de agosto de 2009

Povos Brancos



















Intervalo à praia e fomos ver um bocadinho da Andaluzia. Aqui há umas aldeias a que chamam "Povos Brancos" pelo contraste entre a cal do casario e a paisagem. Misturam heranças romanas, visigóticas, mouras e cristãs. No caso de Almonaster la Real, também a herança portuguesa com o portal Manuelino da Igreja.

A mesquita do século X (décimo!!) domina do alto. É um bocadinho do Al-Andaluz.

Aparecida do nada, em plena Sierra de Aracena, os 600 m de altura de Almonaster amenizam um pouco o calor. A viagem desde o Algarve abriu o apetite. Começa-se pelo presunto, que a 20 Km de Jabugo é dos melhores do mundo...

Pra o ano vamos a outro destes povos. Companhia ?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Então... e mais?

Conheço-te desde sempre. Lembro-me de quando chegaste a casa e fiquei a olhar. Dormias serenamente, coisa que marca logo um homem para a vida.

Li no outro dia que a vida de uma pessoa se pode dividir em ciclos de 7 anos. Como vivemos num mundo cão talvez haja verdade nisso. No teu caso fui um espectador privilegiado. Fazes hoje 38 anos? Dá para aí uns quatro ciclos e meio.

O teu primeiro ciclo foi curto; só aí até aos cinco anos. A dificuldade na alimentação era torneada pela resistência da mãe e da Maria. Esta última uma grande devota do padre Martins - o da Ribeira Seca, o que viria a ser excomungado. Lembras-te como ela contava histórias fantásticas para conseguir que comesses, como aquela em que o fascista apontou a espingarda ao "padre santo" e este retorquiu com um "vade retro satanás" que fez com que os canos da arma se dobrassem e o malandro tivesse de fugir?
Este ciclo terminou quando interrompeste a missa do meio-dia em pleno momento de consagração e exclamaste em bom som "eu quero aquela bolacha!". A Igreja, atenta ao teu percurso próximo da ala radical, instituiu então missas mais curtas para as crianças de modo a evitar novas crises.

O segundo ciclo vai dos cinco até à adolescência. Corrias como um raio!!!
Foi a fase em que criaste uma forma de raciocínio que abalou alguns alicerces familiares - nunca a direito. Sempre dificil de perceber. Mas com frutos. Permitiu que fizesses a tua formação sempre sem dificuldade , sem stress aparente. Se a genialidade tem a ver com o fazer com que as coisas difíceis pareçam fáceis, então meu irmão tu és um génio... Espero que a Leonor que herdou essa característica, venha a revelar-se assim também.

Estive ausente do teu terceiro ciclo. Postanto esse não interessa.

O quarto ciclo foi já em Lisboa. Ainda muito presos à nossa ilha. Mantivémos a alma maritimista. Estes gajos nossos amigos não sabem o que é ir a duas finais da Taça de Portugal contra um grande. Perdemos ? Queremos lá saber, durante umas horas fomos os maiores do mundo... E fomos roubados como sempre...
Nesta fase criaste o teu mundo, que o Luis já descreveu tão bem. De facto, o Infante é a banda sonora da família. Nos bons momentos, como quando te conseguimos despachar para a Caia, e nem nos pediram nada em troca.. Mas também nos momentos em que estamos longe ou em que nos lembramos do pai.. ("calem-se, não se ouve nada" , "que bem que canta o pitufo").

O quinto ciclo inicou-se com o Kiko. Sobre este falaremos daqui a uns anos. Para que possas acabar a conversa como sempre; ..."Então..., e mais... ?"

Parabéns amigo

Que esta tua guerra seja como a do Solnado.

domingo, 16 de agosto de 2009

A segunda geração



No fim-de-semana revi amigos. Como tenho poucos, há que conservá-los. Cada um tem uma característica especial que o torna único e inconfundível. Juntámo-nos aproveitando a intersecção das férias, para conbíbio.

A mesa das crianças parou de crescer em número...mas em tamanho segue em força. Alguns são já amigos de unha e carne tal como os pais. Talvez a herança genética os aproxime. E talvez um dia repitam pela centésima vez aquela aventura que tiveram com o x ou com y. As grandes amizades nascem desses momentos, das confidências, algumas toldadas pela noite e pela emoção do momento... (o texto vai estar repleto de eufemismos, eu sei - é um blogue familiar).

A vocês miúdos posso dizer-vos (e às 3 que faltaram ao jantar) que assisti ao namoro dos vossos pais, inicialmente com a paixão que os anos propiciavam, depois com a ideia de formar uma equipa a tempo inteiro. Conheço-os a todos desde pequeninos, como se fossem meus sobrinhos de facto porque a alguns dos seus pais trato-os como irmãos. Se se diz que não se escolhe a família, mas que se escolhem os amigos, vocês têm a sorte de juntar dois em um - decidimos incluir-vos neste grande grupo e quanto a isso não há discussão.


Posso ainda dizer-vos que eu e as vossas mães estamos na mesma em relação há vinte e cinco anos. Os vossos pais já não é bem assim:

O TZ M arranjou um vício de beber litros de mistela sem alcool desde que lhe disseram que assim melhorava do GTi ou GTD ou lá o que é isso. Foi concerteza um dos padress de Linharess de perdizess em quem confia cegamente já que alguns dos melhores especialistas mundiais que não consultou, a maioria (o AF e eu), já o démos como curado há muito tempo. A causa estava apenas no excesso de pilhas alcalinas...

O NS está a ficar com um ar de sábio africano... ouvindo, pensando, matutando.., com um ar blazé da savana, que ainda estranhamos, mas que sabemos passageiro. Deixa tar que os portugueses que iam para África antes chegavam a ficar meses com a mente entorpecida pelo calor e pela malária. Tu até te tens aguentado bem... E "há-des" voltar.

Quem já regressou, estraditado pela terceira vez de um país no faraway, foi o cyclopes. Ficou de tal modo marcado pela passagem no Paquistão, que insiste em seguir o fuso horário desse país e a meio-do-jantar já olha para o relógio insistindo no avançado da hora. Pensando bem o único país em que poderá assistir às festas diplomáticas até ao final deve ser o Vaticano, i, i ...

O meu irmão AF continua com a eterna angústia. Não sabe se é mais do Sporting ou só contra o Benfica. Mas refinou a sua voz... a sua verve... lembram-se da outra que cantava: Com a voz que me deste... Pois senhor com a voz que lhe deste como é que este homem ainda não é o porta-voz do Sporting. Faz-me lembrar o saudoso Acácio Pestana que pintava os relatos do meu Marítimo de cores que até eu tinha dificuldade em reconhecer.

E o FM que continua "as a Rock", sempre na mesma (ok é também um bocadinho excepção). É o marco geodésico dos meus amigos. Não se dá por ele e pimba lá está, no centro da questão e pronto para o que der e vier...

Estava ainda o VM, que revolucionou a Vidigueira ao insistir que os porcos não são todos iguais.

E o que eu gostava de ter jantado com o darg, o maluco, o espad, o major, o G Res, o mascar.. Para o ano é que é...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

D Angrelina

D Angrelina é uma transmontana das antigas. Ajudou a criar alguns dos socalcos que curvam a Serra do Marão. A pobreza, a fome e a falta de futuro fizeram com que recém-casada migrasse para Lisboa à procura de vida melhor. Sete filhos depois enviuvou.


A sua saúde era de ferro! Nada a abalava. Até que uma coluna castigada a obrigou a tomar comprimidos para as dores. O médico de familia enviou-a para um especialista que a queria operar. Angrelina não foi nessa, aos oitentas sabia que com madeira com caruncho é dificil fazer fôrma. Surprendeu-se quando o médico (demasiado novo) a cumprimentou com um "então Patrícia como vai?". Achou-o um pouco abusado, mas lembrou-se da forma de falar dos netos e voltou a pensar que a culpa era de tanta televisão e do 25 de Abril. Na segunda consulta de novo a insistência no "Patrícia". Pensou que problema teria esse rapaz recusando-se a tratá-la pelo nome de baptismo. Angrelina não será o nome mais bonito de mundo, mas é nome cristão. À terceira não resistiu, corada pela indignação levantou-se e foi directa ao assunto:

"Dr, o meu nome é Angrelina, porque insiste em chamar-me Patrícia?"

A vergonha da explicação fez esquecer as dores...

Conhecia bem a família do médico, vizinhas na mesma aldeia. E lembrava-se bem da ajuda que em tempos de fome fora prestada pela própria avó do menino Henrique, agora doutorzinho em Lisboa.

Nunca mais regressou à consulta. A vergonha de encarar o seu ...patrício, não a deixava. Em silêncio, continuou a tomar as pílulas para as dores, até que o cansaço sobreveio... A anemia que se instalou após uma hemorragia surgida do nada, motivou um internamento urgente .

O relatório de alta foi (como sempre) seco e impessoal; úlcera gástrica provocada pela automedicação com anti-inflamatórios. Não espelhava a humilhação que D Angrelina sofrera ao ser confrontada com a sua ignorância.

Felizmente hoje quase não há D. Angrelinas. Existirá muita ignorância, mas não porque as pessoas não podem, apenas porque não querem. Acham que com a ajuda de um tal de Magalhães... ??

Tivessem ouvido o poeta...


Após anos de discussão académica, querelas e contra-argumentações, já no fim do século 20, início do 21, um grupo de "medical experts" (médicos espertos ?) chegou a consenso sobre a definição de síncope (vulgo desmaio). Definiram síncope como a perda expontânea do conhecimento, acompanhada de perda do tónus postural, com duração breve e recuperação sem sequelas. Mesmo esta definição aparentemente abrangente é ainda contestada no seio da Medicina moderna - ou seja por médicos menos espertos, que não fizeram parte do painel.

Nos momentos que precedem a síncope são, com frequência, descritas sensações de coração acelerado (“já se ateia em meu peito a chama”), com um ritmo por vezes irregular (“suspiros do coração confuso”), a voz fraqueja, fica entaramelada (“da falla perco o uso”), a visão turva fica, as vozes tornam-se distantes (“quanto escuto, no ouvido se confunde”), a força muscular esvai-se (“perplexo caio”)…

Há mais de dois séculos, D. Francisco Manoel de Oliveira, professor da Aula Publica de Filosofia, tradutor e poeta, publicava por volta do ano de 1793, na sua cidade natal (o Funchal), esta ode a Marília…

Apenas eu te vejo, eis já se atêa

Em meu peito, a mais viva e subtil chama

Que correndo velóz de vêa em vêa

Promptamente em meu corpo se derrama;

E entre a doce alegria

Em que a minha alma errante se extravia,

Da falla perco o uso,

Suspirros fórma o coração confuso.

Huma nuvem espessa se diffunde

Sobre a turvada vista; entre o desmaio

Quanto escuto no ouvido se confunde,

Em doce languidêz perplexo caio;

Pállido sem allento,

Sem tino, sem vigor, sem sentimento,

Em vão peço socorro;

Hum tremor me accommette: eu caio…

Eu morro.

Ok, tirem o “eu morro”, situação inusitadamente rara no contexto de uma síncope vagal, mas de um poeta… que esperar senão uma morte por amor…

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Saudades canininhas


Uma das minhas filhas chamava tio Lucky ao cão de um dos meus irmãos antes de tratar os tios por esse título... é claro que o Lucky tem um lugar de destaque na família.

Sigo uma velhota querida há alguns anos na sequência de uma anemia grave que motivou a necessidade de transfusão. A carência de ferro encontrada sugeria a probabilidade de uma úlcera ou de uma neoplasia, com todo um rol de exames (alguns dolorosos) que a doente lucidamente recusou. A reforma "não abundante" e sobretudo a falta de paciência para a cozinha impunha algumas opções alimentares; geralmente o bife ficava para o "bobby" e ela e a irmã contentavam-se com torradinhas e pastéis. A fiscalização mais próxima da dieta por familiares chegados contribuiu para francas melhorias. Prioridades..
Na próxima vez que a veja tenho de perguntar pela saúde do cão...

No jardim zoológico de Lisboa, sob a protecção de ursos vizinhos e na sombra de árvores fantásticas, descansa o Nyko Rebelo Pinho. Apesar de não o ter conhecido, fiquei impressionado quando descobri o epitáfio. E depois canininhas dá que pensar... Canininhas tem a genialidade de associar dois adjectivos reflectindo a natureza da saudade. As saudades gandes são porventura a grande melancolia, as pequeninas uma forma nostálgica de sentir. Tem ainda a vantagem de indicar directamente o foco da saudade. Se o Nyko fosse um porco... já as saudades não eram tão, tão poéticas.

O tio Lucky manda um abra-cão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

By the Time I Get to Phoenix

Uma das minhas canções favoritas de sempre chama-se By The Time I Get To Phoenix. Foi composta por Jimmy Webb em 1965, mas acaba por consagrar Glen Campbell em 1967 quando com a sua versão conquistou um prémio Grammy .

Segundo a Wikypedia, em 2004, a Rolling Stone classificava a By the time I get to Phoenix em número 450 numa lista que incluía as "500 melhores canções de todos os tempos". Deixo-vos um resumo:

A letra descreve a história de um homem que abandona a sua namorada, em Los Angeles e parte para uma longa viagem estrada fora. Deixa-lhe um bilhete de despedida na porta (She'll find a note I left hangin' on her door) e passa a descrever o que ela provavelmente estaria fazendo enquanto ele prossegue a viagem: na primeira paragem encontra-se em Phoenix (Arizona) enquanto a pobre abandonada acorda (By the time I get to Phoenix, she'll be rising..).Em seguida, encontra-se em Albuquerque (Novo México) quando ela já está no trabalho (By the time I make Albuquerque, she"ll be working..).Por último na canção, ele atinge o estado de Oklahoma quando a sua ex-amada já está na cama dormindo (By the time I make Oklahoma, she'll be sleeping..). Aí esclarece , que já tentara abandoná-la outras vezes sem o conseguir, mas que agora ela já sabia que (desta vez) era para valer (...And she'll cry just to think I'd really leave her Tho' time and time I try to tell her so She just didn't know I would really go).

A grande controvérsia em relação à letra é quanto às distâncias. Pelas condições da Rout 66 em 1965 é improvável que alguém conseguisse alcançar os locais retratados, nas horas indicadas pelas actividades da ex-amada, em tão pouco tempo. Quando ele atingiu Albuquerque, ela estaria no horário de almoço tentando ligar para casa e ver se ele estava lá. De Los Angeles a Albuquerque a distância é de mais de 1.300 quilômetros

Esta música tem centenas de versões gravadas incluindo as cantadas por Dean Martin, Georgie Fame, Isaac Hayes, e pelo Nick Cave. Proponho-vos que vejam o Glen Campbell nos anos 60 que conta/canta esta crise como quem vai comprar um maço de cigarros ali à esquina. Segue o ditado quem canta seus males espanta, enquanto prossegue a viajem todo lampeiro.

A seguir oiçam um angustiado Nick Cave em 1986, completamente destroçado mesmo a precisar de um Prozac para poder levar a viagem até ao fim…

http://www.youtube.com/watch?v=mUg5p3BncuQ – Glenn Campbell

http://www.youtube.com/watch?v=l0_1vCJEPHY – Nick Cave


domingo, 2 de agosto de 2009

De vez em quando


Descobri que em casa sou dos poucos que não tenho um blogue. Está a tornar-se uma característica da família esta forma de comunicação, que me parece estranha e para a qual não me sentia preparado. Mas cheia de surpresas e enriquecendo aquilo que mais importa, os afectos que nos unem a todos.

Assim, vou aprender a circular neste meio e prometo que, de vez em quando, também andarei por aqui...

Nunca quis entrar em twiters ou coisas semelhantes; sempre tive um receio absurdo da perda de privacidade...
Este blogue será apenas para mostrar coisas de que gosto ou que não gosto; ou que me surpreenderam e que gostaria de partilhar convosco. Esta possibilidade de, por detrás da cortina poder apresentar uma peça ou um cenário, é demasiado apetitosa para não aceitar o desafio.

E portanto minha querida, meus irmãos, meus filhos e meus amigos, de vez em quando, também andarei por aqui...