Infelizmente os conhecimentos vêm muitas vezes avulso, de forma desordenada e a espaços cada vez mais prolongados, que o tempo corre rápido. Num desses momentos aproveitava para ler algo nos livros da Taschen que em tempos acompanhavam o Público.
Um dos autores era um pintor/arquitecto/ecologista/faz-tudo austríaco que insistia em colocar a natureza, com as suas cores e as suas curvas nos edifícios que desenhava (o quadrado não é uma invenção da natureza mas do homem). Nos seus prédios, os terraços estão cobertos de vegetação frondosa e as janelas são todas diferentes conferindo individualidade a quem espreita por detrás das vidraças.
Chamava-se Hundertwasser e não deixa ninguém indiferente. Também marcou o António que na época (teria 9 ou 10 anos) aprendia a desenhar o ponto de fuga, aquele ponto, que por ilusão de óptica, faz com que duas linhas paralelas se pareçam unir à distância.
O que não sabem o Hundertwasser e o António é que depois dos 40 é que o ponto de fuga fica cada vez menos distante. Mas essa já não é uma ilusão de óptica, apenas uma óptica iludida por pensar que os quarenta eram apenas a idade da ternura, como enganava o outro.
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