quarta-feira, 4 de julho de 2012

Maritimo sempre

Sempre fui verde-rubro. O Marítimo esteve no coração do meu avô, do meu pai, está no dos meus irmãos e  até passou alguma dessa paixão para os meus filhos e sobrinhos. As nossas cores são as da República, escolhidas pela razão de que à nascença todos somos iguais e temos os mesmos direitos. O nosso símbolo é o leão do Almirante Reis, nobre sem igual.

A história diz-nos que fomos campeões de portugal em 1925/26. Ganhámos na meia-final ao Porto por 7-1. E na final 2-0 ao Belenenses.  Uma façanha. Cita o site do Maritimo:

"O aspecto do campo quando faltam poucos minutos para começar o encontro é magnífico", relata o correspondente d´‘Os Sports’. E prossegue: "Camarotes, bancadas, recinto dos peões – tudo a transbordar. Respira-se a atmosfera de ansiedade; pelo interesse do jogo e pela curiosidade de presenciar a atitude do público". Quando falta muito pouco para as 16 horas, o Marítimo entra em campo. É acolhido com simpatia. Os jogadores madeirenses correspondem com ‘hurras’.

E com que equipa. Apresento-vos da esquerda para a direita o Zé Pequeno, o Ortega, o Janota, o Beiçolinhas, o Ranfão, o António Alves, o Bisugo, o Fancheca, o Patas, o Mariazinha e o Camarão.



Estes nomes emocionam. A pinta do Janota a meio-campo, a classe do Ranfão ou do Patas a entrar de carrinho, a arte do Mariazinha a fazer-se ao penalti, o Beiçolinhas a dialogar com o árbitro, as triangulações entre o Bisugo, o Fancheca e o Camarão...


Deuses dos estádios...



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