Esta manhã, encontrei uma folha solta que guardei de uma reunião de doenças raras que assisti há uns anos atrás. Nessa reunião, uma mãe de uma miúda com uma dessas doenças sem tratamento eficaz e com um destino provavelmente fatal a curto prazo, expôs a sua experiência de vida. O seu relato era fortíssimo, capaz de penetrar na couraça defensiva que vamos criando com o contacto contínuo com o sofrimento e a dor. A coragem e a força daquela mãe, tenho-a visto em algumas pessoas da minha família, em amigos, e familiares de doentes. Normalmente, não são pessoas amarguradas, mas pelo contrário gratas e enriquecidas pelo amor dessas crianças.
Dessa reunião guardei um poema escrito por alguém da equipa de saúde, que ajudou a cuidar de Aisha, uma rapariga com uma mucopolissacaridose que não resistiu à doença. O poema não revela o nome ou a profissão do autor, o que me faz imaginar que se tivéssemos o talento e a fé do poeta, poderia ser escrito por qualquer um de nós, retribuindo o carinho e talvez ajudando a tornar mais leve o caminho de algumas dessas pessoas. O poema diz assim:
God send me an angel.
It had a broken wind
I bent my head and wondered
"How could God do such a thing?"
When I asked the God
Why he sent this child to me
The answer was forthcoming
He said "Listen, and you'll see."
"My children are all precious,
and none is like the rest.
Each one to me is special,
and the least is as the best.
I sent each one from Heaven,
and I place it in the care
of those who known My mercy,
those with love to spare.
Sometimes I take them back again,
sometimes I let them stay.
No matter what may happen
I am never far away.
So if you find an angel
And if you don´t know what to do
Remember I am with you
Love is all I ask of you".
quarta-feira, 1 de maio de 2013
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